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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

No Fundo

No fundo eu sou um covarde;
Não olho nos olhos de quem me amou.
Digo que vou, quando quero ficar.
Fico sem estar completo.
Eu quero mais do que um amor incompleto.

No fundo, somos como Adão e Eva.
Não olhamos para Deus.
Dizemos que somos especiais.
Ficamos para trás.
Eu quero a frente.

No fundo nem somos.
Não olhamos.
E nos entediamos.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Mundo Cão

Eu era corvo,
Eu era outro,
Eu era ovo,
Eu era torto.
Hoje sou reto,
Um dia fui sem teto.
Escapei por um buraco,
Aos farrapos...
Era eu,
Era nós,
Era quem quisesse ser.
Éramos um adorno.
Um enfeite no mundo cão.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Além

Não fiz nada além da obrigação.
Não comi nada que não me deram de coração.
Não andei pela contramão.
Fui quem sou,
Estraguei quem eu era,
Mas sempre verdadeiro.
Ganhei dignidade!
Identidade.
Passei a ecoar.
Não era meu.
Não me pertencia,
Eu queria mais.
Sempre além...

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Pleno

Felicidade é urgente...
Não pode esperar.
Seja agora e não amanhã.
Aprisione-se no contemporâneo,
Quando se trata de alegria.
Envolva-se com gente feliz.
Afaste-se de pessoas tóxicas:
O veneno alheio irá lhe contaminar no longo prazo.
Não deixe brechas,
A tristeza irá se aproveitar.
Quando se trata de felicidade,
Seja pleno.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Cessar (ou Perfazer)

Sobrevivi, a mim mesmo, mais uma vez.
Desisti de desistir
E mais uma vez eu estou aqui.
Não que isso seja eufemismo,
É realismo.
E mais uma vez, eu busco, a mim.
Extenuada,
Ainda presente;
Sentindo tudo, excedente.
Sem medir os danos,
Feitos.
Transcendi sob tudo!
Resgatei minha essência tão frágil,
Aquela que esteve sempre aqui,
Esta que não se esvaiu,
Até parece imortal.
E em meio às minhas mil versões
Encontrar a verdadeira,
Preciso me reencontrar,
Eu quero me reconhecer;
Voltar a ser eu mesma e assim,
Novamente,
Transcender.
Já usei máscaras,
Mas elas não se encaixam,
Ao formar quebra cabeças
Uma peça nunca se encaixava.
Ao pular de abismos,
No final, sempre sobrevivi.
E quanto mais eu me entendo,
Mais me desprendo de tudo o que há em mim.
Meu abismo é o medo, e meu medo é metáfora
Da incansável busca pelo fim.
A minha maior dor veio sem explicar,
Veio sem sentindo,
Veio de um amor não vivido,
Mas que procurei sem fim.
Eles não entendem,
Mas julgam.
Não entendem...
Nossa solidão!
Nossos não'os.
E por lembrar de tudo que já passou por mim,
Vi tudo que “era” se tornar o fim.
E de todas as dores sofridas para ser “feliz”,
Me toquei que era um sinal para, em tudo isso,
Valorizar o que dizem do ciclo chamado FIM.


Uma parceria entre

Henrique Abrantes
Millena Oliveira
Rodrigo Ribeiro
Karoline Soares Rodrigues
Maikon Santos
Priscila Carvalho
Danillo Bruno Ferreira
Ericson Maximo

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Poemas

Meus poemas são meus mantras.
Minha identidade.
Minha entidade.
Meus sonhos.
Meus medos.
Meus desejos.
Meus anseios.
Meus dias de glória.
São minha vaidade.
Minha veia para a maldade.
Me definem,
Me dão sentido,
Me dizem pra onde vou,
Quem sou,
Pra que existo.
Meus poemas são meu reflexo,
São quem sou de verdade,
São minha alma e minhas verdades.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Realidade Paralela

Meus poemas são como meu mantra.
São meus disfarces,
São minha raiz,
Minha identidade.
As letras se juntam formando
Sílabas que se juntam formando palavras,
Que soltas não fazem sentido.
Já chorei, já sorri, já sonhei, já morri...
Em meus poemas.
Na minha zona de conforto.
Meus poemas são meu alicerce,
Minha forma mais natural de expressar
Meus amores.
Um dia eu falei sobre a tristeza
E até nos meus poemas ela existe,
Talvez eu possa aprisiona-la nessa realidade paralela
E fazer dela uma refém a quem se tem o controle.
Quem sabe eu não faça com ela o que ela faz aos outros.